Zita Seabra diz que PCP usava empresa de ar condicionado para espiar governo
Lisboa - A ex-dirigente do Partido Comunista Português expulsa do partido, Zita Seabra, anunciou em entrevista à SIC Notícias, que o PCP usava os aparelhos de ar condicionado instalados pela empresa FNAC para, através da colocação de microfones, espiar o governo durante os anos 80.
A FNAC era «uma empresa estratégica» e «simpática» para o PCP, afirmou a ex-dirigente comunista. A editora e ex-deputada do PSD acusou ainda que a FNAC era financiada pela então RDA (República Democrática da Alemanha), «não por fabricar ares condicionados», mas porque permitia «colocar microfones» em «sítios nevrálgicos» e «órgãos de poder» onde tinha fácil acesso, uma vez que funcionários da FNAC entravam «em tudo o que era gabinetes».
Entretanto, Alexandre Alves negou as acusações de Zita Seabra de que a sua antiga empresa de ar condicionado FNAC serviu interesses estratégicos políticos.
«Só posso rir-me, isto é de uma ignorância absoluta, porque de facto não faz sentido e é ridículo menosprezar milhares de engenheiros portugueses e em toda a Europa que eram clientes da FNAC», disse Alexandre Alves no Jornal da Noite de ontem na SIC Notícias.
Questionado pelo SOL sobre as acusações de Zita Seabra, o PCP respondeu, em nota escrita: «As afirmações dessa pessoa, nesta como noutras matérias, não merecem qualquer crédito ou comentário».
(c) PNN Portuguese News Network
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