Guiné-Bissau: Militantes do PAIGC em vigília por tempo indeterminado
Bissau - Os militantes e simpatizantes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) iniciaram, a 8 de Maio, por tempo indeterminado, uma vigília, com velas, junto da sede do partido.
A iniciativa tem como objectivo exigir o retorno a normalidade constitucional, a reinstalação dos órgãos da soberania democraticamente eleito, a conclusão do processo eleitoral interrompido pelo golpe de Estado militar de 12 de Abril, assim como, o apelo às Nações Unidas para o envio de uma força multinacional, na qual integram os países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
De acordo com a Presidente da comissão organizadora do evento, Isabel Cácimo, os cidadãos foram impedidos pelo Comando Militar de sair às ruas para manifestar as suas indignações face ao golpe de Estado de 12 de Abril. Por esta razão, foram obrigados a fazer a vigília junto da sede do partido.
De acordo com a responsável, a vigília vai continuar até ao retorno da ordem constitucional na Guiné-Bissau.
A mesa da Assembleia Nacional Popular convocou, para esta quarta-feira, 9 de Maio, a sua Comissão Permanente para uma reunião com vista à busca de soluções e à aplicação da decisão da CEDEAO, numa altura em que o PAIGC já veio instruir os deputados do partido para não participarem em qualquer reunião parlamentar «enquanto decorrem os esforços da comunidade internacional para resolver a crise».
Os deputados «não devem tomar parte nem participar em nenhuma reunião da Mesa, Conferência de Líderes, Comissão Permanente ou Plenária» da Assembleia Nacional Popular, até que haja uma solução para a crise político-militar decorrente do golpe de Estado».
O comunicado do PAIGC, no poder, surge no mesmo dia em que o Presidente Interino do parlamento, Serifo Nhamadjo, convocou os deputados da Comissão Permanente para a reunião destinada a analisar a crise e propor soluções.
(c) PNN Portuguese News Network
|