Missão empresarial a São Tomé e Príncipe
Lisboa - A AIP – Feiras, Congressos e Eventos - está a organizar, com o apoio da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de São Tomé e
Príncipe, uma missão empresarial ao país.
A iniciativa, que é dirigida sobretudo às empresas portuguesas que actuem nas fileiras Agro-Alimentar, da Construção, do Turismo e da Energia, deverá concretizar-se entre 15 e 22 de Junho.
O prazo de inscrição termina a 12 de Maio, segundo um comunicado da entidade.
A deslocação visa proporcionar às empresas participantes a identificação de potenciais parceiros para o desenvolvimento de projectos de exportação e/ou de investimento.
Será igualmente estabelecido o contacto com organismos locais de apoio à comunidade empresarial, a recolha de informação local e visitas de prospecção para um melhor conhecimento do estado da arte da indústria e do comércio santomense.
Outra finalidade é dar a conhecer «as principais oportunidades de negócio e de investimento em São Tomé e Príncipe, bem como o potencial deste mercado de língua portuguesa no espaço de integração regional em que se insere, constituindo assim uma importante plataforma para um mercado mais vasto, que importa igualmente potenciar», diz a nota a que a PNN teve acesso.
São Tomé e Príncipe está a menos de 3 horas de vôo das principais cidades da África Central e menos de 48 horas de viagem, por mar, dos principais portos da região: Accra, Lomé, Cotonou, Porto Novo, Lagos, Port Harcourt, Abuja, Malabo, Bata, Douala, Yaoundé, Libreville, Port Gentil, Ponta Negra, Cabinda e Luanda.
Outro factor relevante refere-se às rotas marítimas ao longo da costa africana, onde o fluxo de navios nos sentidos norte e sul é expressivo e constante.
Por outro lado, esta região representa um mercado de 250 milhões de habitantes, riquíssima em recursos naturais, nomeadamente petróleo que em 2020 representará 20% das importações nos EUA. O PIB, 260 biliões de dólares norte-americanos. O índice de crescimento está estimado em 5,4%/ano.
Esses são alguns dos argumentos apresentados pelo Governo do MLSTP/PSD, que assumiu o poder em 2008, liderado pelo Primeiro-ministro, Joaquim Rafael Branco, na Visão para transformar o país num centro de prestação de serviços.
São Tomé e Príncipe deve ser visto, portanto, «como uma porta de acesso a todo o mercado do Golfo da Guiné, rico em recursos minerais, madeiras, café e cacau – uma região com conhecido dinamismo em termos de trocas comerciais», acrescenta o comunicado.
O país é membro da Comunidade Económica dos Estados da África Central
(CEEAC) e observador na Comunidade Económica e Monetária da África Central (CEMAC).
«O estatuto de que beneficia, que lhe confere tratamento preferencial no acesso ao mercado europeu e norte-americano, bem como os projectos estruturantes previstos e em curso – de que destaca a construção do Porto de águas profundas – são factores cruciais para converter estas ilhas numa plataforma logística, atentando à sua localização privilegiada no Golfo da Guiné», destaca o comunicado da AIP.
Note-se que as «ilhas maravilhosas» estão no centro de rotas marítimas importantes, entre a América, a Europa e a Ásia.
Outra vantagem comparativa de São Tomé e Príncipe é o clima de paz, contra os factores geradores de instabilidade em diversos países da sub-região.
A missão da AIP está a ser organizada num momento em que Portugal enfrenta desafios para sair da crise económica, financeira e estrutural que o afecta e necessita de âncoras para garantir o crescimento e o desenvolvimento.
(c) PNN Portuguese News Network
|