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Guiné-Bissau: Comando Militar diz não ao pagamento de salários aos funcionários públicos | Jornal Digital
Lusofonia

CM pede «paciência e compressão»

Guiné-Bissau: Comando Militar diz não ao pagamento de salários aos funcionários públicos

2012-04-26 13:13:18

Bissau – O Estado Maior-General das Forças Armadas, através do Comando Militar que tomou poder no país há duas semanas, anunciou, esta terça-feira, o não pagamento de salários no dia 25 de Abril, aos funcionários públicos, como tem sido habitual nos últimos anos.

No comunicado de imprensa a que a PNN teve acesso, o Comando Militar disse que, «na ausência do Governo e nas circunstâncias em que o país se encontra, o Comando Militar vem informar que não será possível o pagamento do salário aos funcionários públicos, como é habitual», diz o documento.

Optimista para a saída da crise político-militar em que se encontra o país, o Comando Militar admitiu a possibilidade de o pagamento vir a ser efectuado a partir da próxima semana, depositando assim a esperança no término de negociações com a comissão Técnica da CEDEAO, que tem a finalidade de restabelecer a ordem constitucional e a formação de Governo, embora as reuniões de dois dias tenham terminado sem qualquer consenso.

«Até esta altura, o Comando Militar acredita que estarão criadas as condições financeiras, técnicas e administrativas para o efeito», lê-se no comunicado.

Ciente das consequências negativas da falta de pagamento de salários em tempo útil, o Comando Militar pediu «paciência e compressão dos guineenses, particularmente das famílias que dependem, em grande parte, do salário pago pelo Governo».

Reagindo a este comunicado, a Frente Nacional Anti-Golpe organizou, esta quarta-feira, 25 de Abril, um encontro de reflexão para exigir o retorno da ordem constitucional na Guiné-Bissau, sob o lema: «Botornanu Guvernu Ku ta paganu salariu», ou seja, devolvem-nos o Governo que nos paga os salários.

De acordo com os organizadores, do encontro fizeram parte mulheres, jovens, antigos combatentes, empresários, estudantes, organizações de defesa dos direitos humanos e líderes políticos que apoiaram a candidatura do Carlos Gomes Júnior.

Entretanto a Confederação Geral dos Sindicatos Independentes da Guiné-Bissau disse que não há motivos que justifiquem o não pagamento de salários aos servidores do estado.

Em declarações à imprensa, Mamadu Candé refutou alegações dos militares, sublinhado que esta foi a razão pela qual a confederação condenou o golpe de Estado do dia 12 de Abril, exigindo o retorno a normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

«Não há desculpas porque o Comando Militar não é a entidade empregadora. Quem paga salários aos funcionários públicos é o Governo mas temos todas as instituições fechadas, o Primeiro-ministro e o Presidente da República detidos e não podemos receber os nossos salários porque o patronato está preso pelo militar», referiu.

Perante esta situação, Mamadu Candé voltou a apelar os funcionários públicos a não comparecerem nos seus postos de serviço até que seja restabelecida a segurança e a ordem constitucional no país.

A Associação Nacional dos Consumidores de Bens e Serviços ameaçou sair às ruas como forma de repudiar a situação que acontece na Guiné-Bissau, culminando na falta de dinheiro e no agravamento do fraco poder de compra aos seus associados.

Sumba Nansil

(c) PNN Portuguese News Network

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Comentários
  
umaru sambu  2012-04-28 17:27:33
afinal,voltamos a destaca zero,os golpista conseguiram tudo quanto pretendiam alias tudo quanto sempre aconteceu na guine,cada grupo que derruba um governo saem impunemente,nem se quer que haja justiça e muito menos saberemos quem,como e porque de golpe de estado quando pais estava quase consolidar a paz social e politico.e situação económico pela primeira vez o pais teve certa evolução ao ponto de ser notável a nível internacionais.
ja era óbvio,quando os golpista recusaram ajuda de CPLP e fizeram entender de que cedEao era interlocutor mais credível para eles,tudo porque sabiam que dai podiam ter possibilidade de manobra dilatório ate certa compaixão,no meio dos senhores da guerra,e se confirmar o que foi anunciado, então porque demoramos tanto tempo?talvez seja apenas para salvar vida dos membros dos governantes detido o que ate e louvável,mas o pais entrara numa confusão politica jamais visto,e o golpe consumiu-se,dado em que governo não volta as funções, eleições da segunda volta não se concretiza,e pais fica suspenso daqui a um ano,pergunto então o que que CEDEAO consegui com tanto pompa e circunstância?
Sei que a situação è bastante difícil,mas devíamos aproveitar este momentos para
repor a legalidade a todo custo,mas assim quanto sabemos ou habituamos daqui alguns tempo ouviremos outros problemas na guine ou nalgum pais africanos.
mas o que è mais importante è que agora mais que nunca o CPLP tem que saber envolver mais os comunidades dos seus pais não apenas os governastes e elites políticos,porque os governante entrem e saem mas as população sempre ficam,como vimos neste problema da guine mesmo com esforço mas não funcionou como poderia ou devia,mas reconheço boas intenção e firmeza que houve,seria muito bom se isso tivesse concretizado,em fim vi que cedeao vai passar esponja em cima deste acontecimento tão greve e tudo vais parar na guine ate quando que não sabemos.
espero que Deus nos ajuda,e que compreendamos que só ganhamos com sagração de paz e com respeito ao pais , os seu cidadãos e as instituição nele constituído.
boa tarde.


Sisto Conate  2012-04-26 17:27:35
Só por causa desses bandidos os funcionários públicos não vão ter direito ao salário
Que pena estamos a viver num pais onde os bandidos é que mandam


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