ONU: Reposição da ordem constitucional na Guiné-Bissau
Bissau – Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, realizada esta quinta-feira, 19 de Abril, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, propôs sanções aos envolvidos no golpe de Estado e o envio de forças internacionais de segurança.
Em nome da comunidade internacional, Paulo Portas condenou veementemente o golpe de Estado na Guiné-Bissau, a 12 de Abril, no qual foram detidas figuras de altos quadros políticos como Raimundo Pereira, Presidente interino, e Carlos Gomes Júnior , ex-Primeiro-ministro e candidato à Presidência.
Falando em português, para ser entendido na Guiné-Bissau, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal reclamou a libertação dos presos políticos, a retoma à normalidade constitucional, através do envio de forças de segurança internacionais, e propôs a aplicação de sanções ao comando militar responsável pela conspiração.
Ainda numa óptica de reposição da ordem, Paulo portas defendeu a conclusão do processo eleitoral, que está a decorrer na Guiné-Bissau para a nomeação do novo Presidente da República, na sequência do falecimento de Malam Bacai Sanhá.
Do mesmo lado estão os ministros dos Negócios Estrangeiros de Angola e da Guiné-Bissau, e a embaixadora do Brasil junto da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que defende o envio das forças de segurança no prazo de uma semana.
(c) PNN Portuguese News Network
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