Só 29% dos portugueses confia no Governo
Lisboa – Só 29% dos portugueses confia no Governo, sendo a instituição olhada com mais desconfiança por parte da população, revela o estudo Edelman Trust Barometer 2012.
Mesmo tendo aumentado de 9 para 29%, o Governo é a instituição em que os portugueses menos confiam, de acordo com o inquérito anual de confiança - que será apresentado esta sexta-feira em Lisboa no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Ainda assim, esta subida de 20 pontos percentuais no último ano, e é a maior dos 25 países inquiridos, um resultado que está em contra ciclo com as conclusões internacionais do estudo, que aponta para o facto de os Governos serem considerados os principais culpados pelo caos financeiro e político.
Quem está no topo da confiança dos portugueses são as Organizações Não Governamentais (ONG), apesar de terem registado uma queda desde o inquérito anterior, de 69% para 63%. Já a confiança dos portugueses nas empresas e nos meios de comunicação social aumentou, para 54% e 51 %, respectivamente.
Os jornais e as revistas são os meios de informação em que os portugueses mais confiam, ganhando terreno aos motores de busca online, que perderam a liderança que tinham há um ano.
No sector da energia a confiança caiu um quinto no último ano e esta foi mesmo a actividade que protagonizou a maior queda. Há um ano o sector da energia era o segundo a merecer mais confiança dos portugueses, mas, em 2012, passou para a sexta posição do ranking, com uma queda de 14 pontos percentuais, de 67% para 53%.
Ainda de acordo com o inquérito anual de confiança, o sector das tecnologias reforçou a liderança como o mais confiável, seguido pela alimentação e bebidas e indústria de cervejas e bebidas espirituosas.
Já os serviços financeiros também perderam terreno, mantendo-se como o sector em que os portugueses menos confiam, em linha com os 25 países inquiridos.
O Edelman Trust Barometer 2012, realizado entre 10 de outubro e 30 de novembro de 2011, inquiriu 1.000 pessoas em Portugal pertencentes ao público em geral e 200 respondentes pertencentes ao público dito informado.
(c) PNN Portuguese News Network
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