Casino de Espinho obrigado a indemnizar jogador viciado
Espinho - O Supremo Tribunal de Justiça condenou o Casino de Espinho ao pagamento de uma indemnização de quase 83 mil euros, a um jogador viciado a quem foi permitida a entrada naquele espaço.
O Supremo Tribunal de Justiça condenou o Casino de Espinho por ter deixado entrar nas salas de jogo um homem que tinha pedido autoproibição e que agora vai receber uma indemnização de 82 893 euros.
A seu pedido, o cliente tinha sido proibido pela Inspecção Geral de Jogos (IGJ) de frequentar, durante dois anos, quaisquer salas de jogo, mas o Casino de Espinho continuou a facultar-lhe a entrada.
Segundo o tribunal, o casino não se ficou pela omissão do cumprimento da notificação da IGJ, tendo ainda adotado condutas que «aliciavam» o cliente a deslocar-se até às suas instalações, enviando-lhe convites para eventos sociais e para pernoitar no seu aparthotel e oferecendo-lhe gratuitamente os serviços de bar da sala de máquinas e do restaurante.
O queixoso, de 37 anos, ex-empresário do ramo automóvel, de Marco de Canaveses, está desempregado há cinco anos, gastou diariamente entre 500 e 8 mil euros no jogo, sendo que o tribunal estimou em 124 mil euros o total gasto pelo homem durante os dois anos em que jogou, ilegalmente, no casino.
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