Igreja alerta para que a Universidade pode vir a ser privilégio só de ricos
Lisboa - O Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior escreveu ao ministério da Educação, criticando as novas regras de acesso ao Ensino Superior que estão a deixar alunos com capacidade de fora.
O Serviço Nacional da Pastoral do Ensino Superior enviou uma carta ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, na qual apela a «critérios de atribuição de bolsas mais justos», por temer que o ensino superior fique «restrito às elites económicas».
Na carta, os responsáveis católicos pedem ao Governo que não permita que nenhum aluno abandone o ensino por razões «exclusivamente económicas», defendendo, ainda, que é preciso «não aumentar o valor das propinas, reforçar o montante do Estado para a Acção Social e tornar mais justos os critérios de atribuição de bolsas».
Em declarações à TSF, o padre Nuno Santos alertou para que «Alunos com capacidade estão a ser impedidos de estudar por razões exclusivamente económicas. Penso que isso coloca em causa a justiça social e até, em parte, esta dimensão democrática do nosso país», afirmou.
Recorde-se que o novo regulamento de acção social tinha vedado o acesso a bolsas de estudo aos alunos provenientes de agregados familiares que tivessem dívidas ao Estado. Mas, na semana passada, o executivo publicou em Diário da República um novo documento que prevê que os «estudantes que tenham regularizado a sua situação podem requerer a reabertura do seu processo e receber bolsa».
De acordo com a informação da Direcção-Geral do Ensino Superior, relativa a 5 de Abril de 2012, foram até ao momento atribuídas 51.626 bolsas de estudo, cerca de menos 5000 do que no ano anterior, mas ainda estão em análise pelos Serviços de Acção Social 5702 processos. A bolsa média anual situa-se nos 1827,53 euros.
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