Guiné-Bissau: Calma aparente em Bissau, Comando Militar convoca partidos
Bissau – Actualização 13 Abril 12/ 15:16 – Uma calma aparente reina na capital guineense. «Não se vêm militares em grandes movimentações, salvo nas zonas que consideram estratégicas como os acessos à residência de Carlos Gomes Júnior, Estado Maior Geral das Forças Armadas e base aérea de Bissau», confirma fonte em Bissau.
Entretanto o auto-intitulado Comando Militar, que assumiu a autoria do Golpe Militar, convocou os partidos políticos guineenses para uma reunião durante a tarde desta sexta-feira, 13 de Abril.
13 Abril/ 11:50 – O ex primeiro-ministro e candidato à presidência Carlos Gomes Júnior foi detido pelos militares, confirmaram várias fontes concordantes.
13 Abril/ 10:15 – Através de um comunicado o presidente da comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Desiré Cadré Ouedraogo, condenou vigorosamente a «incursão militar» em Bissau qualificando-a de um «acto irresponsável» que colabora na manutenção da Guiné-Bissau como um «Estado falhado».
No mesmo documento a CEDEAO exige o restabelecimento da ordem constitucional e o prosseguimento do processo eleitoral e adianta que os «autores deste golpe» devem ser confrontados com «as suas responsabilidades».
Também o Presidente da República português, Cavaco Silva, condenou «veementemente o golpe de Estado na Guiné-Bissau» e apelou a uma posição «firme e determinada» da comunidade internacional. Todos os deputados da Assembleia da República assinaram colectivamente um documento onde condenam «veementemente o golpe militar na Guiné-Bissau» e apelam aos «instigadores da violência e da instabilidade para devolverem a tranquilidade, a paz, a segurança e a normalidade democrática ao país e ao povo guineense».
13 Abril/ 09:30 – Bissau acordou numa calma aparente, apenas os pequenos comércios de bairro iniciaram as suas actividades. Não há militares nas ruas. «A situação está relativamente calma mas ninguém sabe ao certo o que se está a passar», confirma um residente na capital guineense.
Durante a acção militar que durou pouco mais de 30 minutos foi detido o presidente interino Raimundo Pereira e o Chefe do Estado-Maior do Exercito, Augusto Mário Có, foi «desarmado» supostamente por ter recusado a participar no «golpe».
O paradeiro de Carlos Gomes Júnior é desconhecido. A sua residência, junto à embaixada de Angola, foi o principal alvo da acção militar tendo sofrido fortes danos materiais.
Condenado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que qualificou de tentativa de golpe de Estado, a acção dos militares foi também vigorosamente condenada pelos Estados membro da CPLP. Através do seu embaixador na ONU o Brasil solicitou uma reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a actual crise na Guiné-Bissau.
12 Abril - Esta quinta-feira, 12 de Abril, por volta das 20:00 horas a capital guineense mergulhou novamente no caos depois de múltiplos disparos terem sido ouvidos provocando cenas de pânico nas principais artérias da cidade.
Poucos conseguem explicar o que está em curso neste momento em Bissau. Vários disparos de AK47 foram ouvidos. As rádios nacional e privadas suspenderam a emissões depois de militares aconselharem os seus funcionários a retirarem por «motivos de segurança».
Foram ouvidos também disparos perto da residência de Carlos Gomes júnior, junto à Assembleia Nacional e face à embaixada de Angola. «Esta zona está deserta, não se vêem militares e as pessoas têm medo de se aproximarem para confirmarem o ataque à casa de Cadogo» disse o correspondente da PNN em Bissau.
(em actualização)
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