De acordo com a edição desta quinta-feira do Jornal Público, o prazo imposto por despacho pelo do vice-Procurador-Geral da República, para ter a acusação pronta (25 de Julho), inviabilizou o inquérito ao ministro do Ambiente na altura do processo em questão, José Sócrates assim como ao ex-secretário de Estado, Rui Nobre Gonçalves.
No despacho final, divulgado em parte pelo Público, é explícito que «importaria» ouvir o ministro do Ambiente e o secretário de Estado da altura durante o inquérito uma vez que foram eles os principais decisores políticos do processo para além dos seus nomes serem referidos em vários documentos apreendidos e em depoimentos prestados.
Neste despacho final, divulgado na última terça-feira, os procuradores Paes de Faria e Vítor Magalhães teriam um conjunto de 27 questões que gostariam de ter colocado a José Sócrates um outro grupo de dez para Rui Nobre Gonçalves.
O Ministério Público acusou dois dos sete arguidos do processo do licenciamento do Freeport e determinou o arquivamento dos crimes de corrupção (activa e passiva), tráfico de influência, branqueamento de capitais e financiamento ilegal de partidos políticos. |