Elsa Pinto fez a declaração na Assembleia Nacional perante a primeira Comissão que discutia o Estatuto Especial para a Região do Príncipe, na presença do corpo directivo do Governo Regional, onde o Presidente do Governo desafiou a ministra.
Em causa está o desacordo entre as duas partes sobre um radar norte-americano que foi instalado naquela ilha, para controlar toda área da Região Autónoma do Príncipe, e que tem dificultado as emissões da RDP e RTP-África, consideradas bastião forte do Presidente para passar a sua mensagem.
«A População precisa de ouvir as emissões, que têm sido sistematicamente impedidas pelo radar. Não podemos conviver com esta situação, que só tem uma solução, caso continuar a impedir as emissões, vou mandar desligar o radar», disse o Presidente do Governo Regional, Tozé Cassandra.
Em resposta, a ministra da Defesa Nacional, da Justiça e Assuntos Parlamentares, defendeu perante os deputados da primeira Comissão, que está a fazer cumprir a lei. «Eu não vou permitir este abuso ilícito de poder. Se o Presidente do Governo Regional mexer neste radar militar, eu mando-o prender imediatamente porque o Príncipe é uma soberania nacional e os assuntos militares dependem do Conselho Superior da Defesa ou do Ministério», defendeu Elsa Pinto.
Em São Tomé esta discussão não teve grande impacto porque existe um caso idêntico com a emissão da Voz da América, que encobre muitas vezes a Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe. Talvez este assunto seja matéria para a próxima campanha política.
Entretanto, o Presidente da Assembleia Regional, Gestor Umbelina, ao ver suspensa a reunião da primeira Comissão da Assembleia Nacional, que se debruçaria sobre futuras leis para a ilha do Príncipe, deixou um aviso aos deputados: «estas leis têm que ser aprovadas antes do final desta legislatura, que se avizinha para breve».
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