Os testes clínicos levados a cabo para testar a eficácia do Flibanserin como anti-depressivo envolveram, durante seis meses duas mil mulheres, com idade superior a 18 anos.
Embora o medicamento tenha falhado como anti-depressivo, verificou-se que as mulheres submetidas aos testes do não tiveram um melhoramento no seu ânimo, mas sentiram «um aumento de sua libido», disse à AFP John Thorp, cientista que seguiu o teste.
Conforme Thorp explica, a falta de desejo é o problema mais comum entre as mulheres de 30 a 60 anos, assim como a disfunção eréctil nos homens, que é tratada com o Viagra e outros medicamentos similares.
«Os homens mantêm o desejo, mas não podem actuar correctamente, já as mulheres perdem o interesse. O Viagra e outros medicamentos para a disfunção eréctil trabalham na irrigação sanguínea, mas o Flibanserin age no cérebro», explicou o cientista citado pela AFP.
Segundo o resultado dos testes realizados, o grupo que tomou 100 mg/dia deste medicamento afirmou que a sua actividade sexual aumentou de 2,8 para 4,5 por mês. O grupo ao qual foi dado um placebo também registou um aumento: passou de 2,8 para 3,7 relações sexuais por mês. |