O atletismo, basquetebol, futebol, futsal, judo, taekwondo, voleibol de praia e também desporto para deficientes forasm as modalidades que permitiram aos 1.300 atletas de 12 países, conseguir um total de 203 medalhas.
A cerimónia de abertura teve lugar no passado dia 11 de Julho, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, zona onde teve lugar a «EXPO 98», e o aconteceu na praia de Santo Amaro de Oeiras. A escolha da proximidade do rio para as festividades prende-se com o facto de este ter servido de ponto de partida os descobridores portugueses partirem à descoberta de países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Sri Lanka, Timor leste, Moçambique, Índia, Macau-China e São Tomé e Príncipe, justificando o lema da lusofonia dos jogos.
O encerramento foi animado por uma banda luso-Indiana , pelo mestre da guitarra portuguesa, António Cheinho e por um grupo que tocou temas do agrado de toda a lusofonia. De seguida as doze bandeiras dos países participantes foram hasteadas e o presidente da organização dos Segundos Jogos da Lusofonia, o Comandante Vicente Moura, o director executivo dos Desportos de Goa, Prabhu Dessai, a campeã olímpica de maratona, Rosa Mota e o Secretário de Estado Português, Laurentino Dias subiram ao palco.
O presidente da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP), Vicente Moura fez um elogio sobre à união desportiva, afirmando que «todos nós queríamos ganhar medalhas, também todos tinham consciência de que mais o importante era conhecermos melhor as nossas diferenças e aquilo que nos une e criar amizades».
A partir de agora os Jogos da Lusofonia passam a ser de quatro em quatro anos e realizar-se-ão depois dos Jogos Olímpicos. Os III Jogos da Lusofonia serão em 2013 em Goa, na Índia, adiantou o Comandante Vicente Moura. De seguida Vicente Moura procedeu à entrega da bandeira da ACOLOP a Prabhu Dessai, assim como um pequeno candeeiro para iluminar os caminhos dos atletas até Goa.
A PNN ouviu o testemunho de vários espectadores que acompanharam os Jogos da Lusofonia nomeadamente o Secretário-geral do Comité Olímpico da Guiné Equatorial, Pereira Mabalefuca. «Na minha opinião os Jogos da Lusofonia foram muito bem organizados e também uma experiência nova para Malabo [capital da Guiné Equatorial], porque não conhecíamos como se desenrolavam, Portugal está de parabéns», disse Pereira Mabalefuca.
A campeã mundial olímpica portuguesa, Rosa Mota, afirmou à PNN que estes jogos são para unir os povos de língua portuguesa. «Os meus parabéns para São Tomé e Príncipe que conseguiu a medalha de ouro e felicidades para o atleta vencedor, Eloy Boa Morte. Fiquei muito contente e espero que os atletas se tenham conformado com os seus resultados e que convivamos bem uns com os outros. Espero que tenham saudades de Portugal quando chegarem a casa», declarou Rosa Mota.
O vice-presidente do Comité Olímpico de Macau e presidente do Instituto do Desporto de Macau, Alex Vong, viu os Jogos de Portugal como um grande acontecimento na vida desportiva. «Em 2006 organizámos em Macau os Primeiros Jogos da Lusofonia e esperamos participar novamente em Goa em 2013 para conhecer a realidade da Índia com a lusofonia», informou o chefe da caravana de Macau, Alex Vong.
O chefe da delegação indiana apostou em 2013 para a realização dos Terceiros Jogos da Lusofonia e forçou a ACOLOP em apostar nos Jogos de quatro em Quatro anos, porque o seu país vai realizar os Jogos da Commonwealth «Índia 2010» e um ano depois, em 2011, será a vez dos jogos nacionais. Face a esta evolução, que vem ajudar a organização indiana dos Jogos da Lusofonia, Goa já terá muitas infra-estruturas à sua disposição para dar resposta positiva à confiança que lhe foi conferida para a organização dos jogos. O Brasil que era favorito para a realização destes jogos mas recuou e apostou na sua realização para 2017, deixando o caminho aberto para Goa. O Brasil venceu os Segundos Jogos de Lusofonia com um total de 75 medalhas.
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