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Lusofonia  »  Greenpeace tenta manifestar pela Amazónia
  
Lula da Silva recebeu prémio na sede da UNESCO em Paris
2009-07-07 23:20:33



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Paris – O Presidente brasileiro Lula da Silva recebeu esta terça-feira, 7 de Julho, o prémio Félix Houphouët-Boigny 2008 pela sua participação em busca da Paz. Um pequeno incidente de militantes do Greenpeace não afectou a cerimónia.
«Um homem excepcional» qualificou o secretário executivo do prémio, que acrescentou: «quando procuramos um grande homem, não temos de olhar para longe, olhamos para Lula da Silva.» Virando-se para o presidente brasileiro sublinhou: «Antes de si nenhum chefes de Estado brasileiros esteve tão ligado a África e hoje é o pilar da estabilidade da América latina.»

Para o primeiro-ministro português, José Sócrates, Lula da Silva «é uma das figuras mais admiradas e respeitadas», um estadista «com uma obra realizada, e um exemplo notável no combate à desigualdade e pobreza» considerando também como «o líder politico mais popular da face da terra». Enquanto o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, lembrou que foi Lula da Silva que estabeleceu no Brasil o dia da Consciência Negra.

Apenas um pequeno incidente surgiu no momento da entrega do prémio por Koïchiro Matsuura, director geral da UNESCO e Mário Soares a Lula da Silva. Dois activistas do Greenpeace subiram à plateia empunhando em silêncio dois cartazes com a inscrição «Lula, Salve a Amazónia, salve o clima», um terceiro activista entregou a Lula da Silva um balão decorado o mundo. A segurança controlou calmamente dois activistas, apenas um tentou reagir sem violência, o público ficou indiferente à iniciativa. Lula da Silva, logo ao início da sua intervenção, disse lamentava o sucedido e criticou o «papel da segurança que deveria evitar esses casos» acrescentando contudo que: «o alerta desses jovens é valido para todos nós, a Amazónia tem de ser preservada», aí os presentes reagiram aplaudindo o presidente brasileiro.

Lula da Silva perante os presentes sobrevoou toda a dinâmica interna brasileira no combate à pobreza e destacou que o índice da desigualdade no Brasil é o mais baixo das últimas três décadas. Realçando a «vitalidade do continente irmão», fazendo alusão a África, Lula da Silva, lembrou a «onda de democracia» que se registou na África do Sul e está cada vez mais presente na América Latina. Saudou o bom desenrolar das eleições na Guiné-Bissau e criticou severamente o Golpe de Estado na Honduras. Durante o mesmo discurso defendeu também a «criação de um Estado palestiniano com uma economia viável».

Participaram na cerimónia como convidados de honra Pedro Pires, presidente de Cabo Verde, Abdoulaye Wade, presidente Senegal, Mário Soares ex-presidente português e presidente do júri do prémio Félix Houphouët-Boigny, Henri Konan Bédié ex presidente da Costa do Marfim e membro do júri, Abdou Diouf actual secretário-geral da Organização Internacional da francofonia e ex presidente do Senegal, primeiro ministro português José Sócrates.

O prémio Félix Houphouët-Boigny foi criado em 1989, é atribuído anualmente pela UNESCO que pretende agraciar personalidades, instituições e organizações que contribuíram de uma forma significativa na promoção, busca ou manutenção da paz.

Nelson Mandela e Frederik W. De Klerk da África do Sul; Yitzhak Rabin e Shimon Peres de Israel e Yasser Arafat da Palestina; Xanana Gusmão de Timor-Leste; Rei Juan Carlos de Espanha e o antigo presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter; Abdoulaye Wade do Senegal e o antigo presidente da Finlândia Martti Ahtisaari; Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados; Comunidade de Santo Egídio, Itália; já foram distinguidos com o mesmo prémio que inclui um cheque de 122 mil euros, uma medalha em ouro e um diploma assinado pelo director-geral da UNESCO.

Rui Neumann
(c) PNN Portuguese News Network

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