Antecedendo 15 dias do escrutínio, simbolicamente, a 10 de Julho reinicia a campanha eleitoral, onde está em jogo não só a presidência do país mas também a sobrevivência política de um dos candidatos.
À imagem da campanha eleitoral da primeira volta, a campanha que se anuncia promete um corolário de acusações e denuncias rasando os limites da difamação. Kumba Yala já anunciou que avança para segunda volta com a intenção de «destruir o PAIGC»
Com 10,17 por cento de diferença, favoráveis a Malam Bacai Sanha, ambos os candidatos, perante os olhares atentivos das forças armadas, vão tentar cativar o eleitorado de Henrique Rosa que representa 24 por cento dos eleitores, terceiro mais votado, apenas a 5 por cento de distância de Kumba, e mobilizar os 40 por cento de abstencionistas que voltaram as costas às urnas.
A grande camada de abstencionistas, superior às legislativas, é uma das preocupações do CNE, que numa tentativa de evitar a não deslocação às urnas ganhe maior dimensão na segunda volta, preferiu a data de 26 de Julho a 2 de Agosto como inicialmente foi comentado. |