Os números foram apresentados ontem pelo ministro das Finanças que avançou que a dívida pública também foi revista, devendo aumentar para os 69,7 por cento.
Relativamente aos números apresentados em Outubro pelo Executivo de José Sócrates, o défice das contas públicas previsto inicialmente em 2,2 por cento, deverá situar-se este ano nos 3,9 por cento «Há aqui um agravamento do défice em 0,9 pontos percentuais que resulta da deterioração das condições macroeconómicas», justificou Teixeira dos Santos.
A taxa de desemprego, anteriormente estimada em 7,7 por cento, dispara agora para os 8,5 por cento.
A estimativa inicial para o desempenho da economia, onde se previa uma contracção de 0,3 por cento do PIB, é agora actualizada em 0,8 por cento.
No quadro do «orçamento suplementar», agrava-se ainda a dívida pública, de 65,9 para 69,7 por cento.
Em declarações à RTP, Teixeira dos Santos admitiu que os números agora corrigidos são ditados pelo quadro de recessão que se abateu sobre a economia portuguesa. «Este é o cenário que nos parece acertado e que é muito semelhante ao cenário que há dias foi adiantado pelo próprio Banco de Portugal. É um cenário que claramente sinaliza uma situação de recessão na economia portuguesa, de quebra do seu produto e com implicações também no mercado de trabalho», afirmou. |