O Partido Socialista (PS), defensor do «sim» à despenalização da interrupção voluntária da gravidez (IVG), apresenta o valor de despesas mais elevado, 598 mil euros. As receitas estimadas apresentam o mesmo valor, devendo 570 mil euros ser atribuídos pelo próprio partido e 28 mil através da angariação de fundos.
Apesar de não ter assumido uma orientação política em relação ao referendo, o Partido Social Democrata (PSD) prevê gastar 500 mil euros, metade retirados dos cofres do partido e outro metade através da angariação de fundos.
Ainda do lado do «sim» estão o Partido Comunista Português (PCP), com um orçamento de 250 mil euros, 15 mil dos quais donativos, o Bloco de Esquerda (BE), com gastos estimados em 133 mil euros, o Partido Ecologista «Os Verdes», com 30 mil euros.
Sem representação parlamentar e também a favor da despenalização estão o Partido Humanista, que apresentou um orçamento de 1.200 euros e o Partido Operário de Unidade Socialista, com 500 euros.
Em campanha pelo «não» estará o Partido Popular (CDS-PP), prevendo que os gastos alcancem os 50 mil euros, 30 mil dos quais reservados para despesas com material de propaganda.
No caso dos movimentos cívicos, a Plataforma «Não obrigada» apresenta o orçamento mais, com 427.735 euros de despesas, 90% dos quais oriundos de donativos e o restante da venda de material de campanha. Só para «outdoors» este movimento reservou 363 mil euros.
«Em movimento pelo sim», com 80 mil euros, «Jovens pelo sim», com 19 mil, «Médicos pela escolha», com 13.750 e «Movimento e responsabilidade pelo Sim». Com 262.710 euros são os restantes grupos com orçamento aprovado.
Até ao final da semana, a CNE deverá ainda divulgar os 11 orçamentos que foram devolvidos para correcção de deficiências, dez relativos a movimentos e um de um partido. |