O estudo apresentado na quarta-feira na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, é resultado de um inquérito realizado junto de 3849 portugueses (uma amostra representativa da população portuguesa) e revela que 22,9 por cento manifesta sintomas que os colocam na categoria da perturbação mental, um número que só se aproxima dos 26,3 dos Estados Unidos, o país com maior prevalência de perturbações de psiquiátricas no mundo.
O caso português destaca-se dos outros países europeus onde se regista, em Espanha 9,2 por cento, Itália 8,2 por cento, com prevalências maiores, a França (18,4 por cento) e a Holanda (14,8 por cento). Próximo do diagnóstico português apenas está a Ucrânia, com 20,5 por cento.
Entre as perturbações psiquiátricas, a ansiedade é a que lidera, com 16,5 por cento, seguida das doenças do foro depressivo, com 7,9 por cento.
De referir que relativamente às ansiedades, a perturbação mais frequente é a fobia específica (8,6 por cento). Os ataques de pânico representam 0,9 por cento.
Em termos de depressão, a «grave» apresentou uma prevalência de 6,8 por cento, dentro desta, os bipolares representam 1 por cento.
Na tabela de perturbações detectadas nos portugueses estão ainda o «controlo impulsivo» (3,5 por cento) e o abuso e dependência de álcool (1,6 por cento).
São os médicos de família, nos centros de saúde, que nas doenças graves, acompanham quase metade dos doentes (47 por cento), enquanto os serviços especializados de saúde mental ficam pelos 39 por cento. |